19 de agosto de 2014

Resenha: Dezenove Luas - Margaret Stohl / Kami Garcia

Título: Dezenove Luas (Beautiful Redemption)
Série: Beautiful Creatures #4
Autor: Margaret Stohl / Kami Garcia
Editora: Galera Record
Ano: 2013
Páginas: 315
Emocionante final da saga Beautiful Creatures, que vendeu mais de 100 mil exemplares apenas no Brasil. Nesse novo volume, após ter se sacrificado para restabelecer a Ordem das Coisas e salvar o mundo de um apocalipse iminente, Ethan precisa encontrar uma forma de retornar do mundo dos mortos e reencontrar Lena, seu único e grande amor. Enfrentando velhos inimigos e fazendo aliados improváveis, ele precisa acreditar que o verdadeiro amor conquista tudo. Será?
Como eu já imaginava, nesse livro vamos acompanhar a labuta de Ethan no mundo dos mortos para tentar voltar para Lena no mundo dos vivos, depois de se sacrificar para restaurar a ordem das coisas. Mas fazer realizar essa façanha não foi tão fácil.

O livro é divido em três partes Ethan, Lena e novamente volta a Ethan. Na primeira parte vemos Ethan já no mundo dos mortos em seu quarto, o que ela acha estranho, até ele descobrir na verdade o mundo dos mortos tem uma casa igual a dele e ao descer para a cozinha ele encontrar a mãe dele.

Ethan fica alegre por estar com sua mãe novamente, mas, triste por estar longe de Lena é quando a mãe dele o ajuda a atravessar para o mundo dos vivos para que ele possa vê-la, e assim ele aproveita para passar uma mensagem para Lena que entende.
Coisas ruins tinham acontecido.
Eu não podia mudar isso, por mais que quisesse.
Tudo parecia errado, e mesmo ver Lena não fazia parecer certo.
Como tia Prue diria, as coisas tinham virado de cabeça para baixo.
Ainda no mundo dos mortos, Prudence a tia de Ethan diz a ele que tem uma forma de voltar ao mundo dos mortos, mas que ele tem que seguir por um caminho muito perigoso e que tudo poderia dar errado e ele poderia acabar num lugar muito pior.

Para começar a sua jornada Ethan recebe a ajuda dos grandes, e com isso segue seu caminho de volta enfrentando todos os desafios que a ele era posto, mas para chegar a segunda parte de sua jornada ele ainda tinha de passar pelo guardião do portão que o levaria ao Registro Distante.
Mantive os olhos nos relógios, mas ainda não conseguia entender a passagem do tempo. Às vezes, ficava tão ruim que eu começava a me esquecer do que estava esperando. Tempo demais faz isso com as pessoas. Borra as fronteiras entre as lembranças e a imaginação, até que tudo parece uma coisa vista em um filme, em vez de na vida.
Então temos a segunda parte do livro, onde Lena recebe a mensagem de Ethan, que precisa do Livro das Luas para poder voltar ao mundo dos vivos. E como sabemos o livro está com Abraham. Lena entra em várias confusões junto com John para encontrar o livro e numa dessas encontram Ridley numa jaula como se fosse um passarinho.

Depois de consegui a ajuda de Ridley. Lena, John e Link conseguem atrair Abraham para uma armadilha, mas de quem seria realmente a armadilha? Mas tudo da certo graças a Link e Macon, com o livro recuperado o grande desafio é: como enviar o livro das luas para o mundo dos mortos? Mas é ai que entra Amma e os grandes.

Então voltamos a Ethan depois de conseguir passar pelo guardião dos portões ele enfim chega mais perto de voltar para casa, mas para isso ele e ainda tem que passar por um labirinto e quando consegue finalmente chegar no Registro Distante e percebe que a viagem foi a parte mais fácil e que parte difícil começava agora.
Nunca tinha estado sozinho. Nem por um minuto.
Posso ter sido um Obstinado, mas meu caminho estava cheio de pessoas que me amavam. Elas eram o único caminho que eu conhecia.
Mesmo com premissa entregue ainda no livro anterior, Dezenove Luas foi o livro da saga que eu mais gostei, e posso dizer que ele conseguiu fazer o que Dezessete Luas e Dezoito Luas não conseguiram, fazer a história ser instigante. Tudo o que nos descobrimos, todos os desafios de Ethan e de Lena claro foram interessantes e a forma como tudo acontece é simplesmente gostoso de ler.

Adorei que as autoras não enrolaram nesse livro o que o tornou menos cansativos e fácil de ler que seus antecessores. Mas nem tudo são flores, achei a forma como os últimos vilões foram derrotados muito fácil, mas não vou negar que foi icônico isso mesmo icônico, principalmente Abraham.

Coisa legais que descobrimos nesse livro: O que Link estava fazendo no porão de Amma quando era criança, que o pai de Ethan parece ser o único apenas humano dentre os que ele convive, descobrimos o real nome de Lena.

E tudo que posso dizer é que fiquei mais do que satisfeito com o final da história, ao menos nisso as Margaret Stohl e Kami Garcia conseguiram me agradar.
Acho que essa é a questão na jornada de um herói. Você pode não começar como um herói e pode nem voltar assim. Mas você muda, o que é a mesma coisa que tudo mudar. A jornada muda você, quer você saiba ou não, e quer você queira ou não.
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