22 de novembro de 2014

Resenha: Filha da Ilusão - Teri Brown

Título: Filha da Ilusão (Born of Illusion)
Série: Born of Illusion #1
Autor: Teri Brown
Editora: Valentina
Ano: 2014
Páginas: 288
Ilusionista talentosa, Anna é assistente de sua mãe, a famosa médium Marguerite Van Housen, em seus shows e sessões espíritas, transitando livremente pelo mundo clandestino dos mágicos e mentalistas da Nova York dos anos 1920. Como filha ilegítima de Harry Houdini - ou pelo menos, é o que Marguerite alega - os passes de mágica não representam um grande desafio para a garota de 16 anos: o truque mais difícil é esconder seus verdadeiros dons da mãe oportunista. Afinal, enquanto os poderes de Marguerite não passam de uma fraude, Anna consegue realmente se comunicar com os mortos, captar os sentimentos das pessoas e prever o futuro.
Porém, à medida que os poderes de Anna vão se intensificando, ela começa a experimentar visões apavorantes que a levam a explorar as habilidades por tanto tempo escondidas. E, quando um jovem enigmático chamado Cole se muda para o apartamento do andar de baixo, apresentando Anna a uma sociedade secreta que estuda pessoas com dons semelhantes aos seus, ela começa a se perguntar se há coisas mais importantes na vida do que guardar segredos. Mas em quem ela pode, de fato, confiar?
Quando a Valentina lançou esse livro fiquei bem interessado, ele tem uma premissa muito boa e claro uma capa muito linda, e então vieram os burburinhos sobre como o livro era bom e depois de um bate papo no Twitter resolvi comprar o livro e não me arrependi.

Anna viveu uma vida de fugitiva junto com sua mãe tentando ao máximo evitar chamar atenção, afinal o meio que ganhavam dinheiro era tido como ilícito, mas agora parece que as coisas se acalmaram um pouco e Anna e sua mãe estão conseguindo se estabelecer com seu novo show e com a ajuda de seu novo empresário. Mas Anna esconde um segredo, diferente de sua mãe que é uma farsa, ela possui dons. E eles podem levá-la a um caminho perigoso.
Às vezes me esqueço do quanto minha aparência é respeitável agora. Meu tailleur verde no estilo Chanel, com seu paletó acinturado e saia midi plissada, não levanta suspeitas (ou sobrancelhas) como os trajes de palco espalhafatosos que eu era obrigada a usar nas ocasiões em que o dinheiro andava curto.
Anna é uma garota um pouco amarga, sua vida nunca foi fácil sempre viajando, tirando sua mãe de enrascadas e acima de tudo odiava o que ela fazia para ganhar dinheiro, mas pior de que isso era o seu relacionamento com a mãe, ela a amava não tinha dúvida disso, mas às vezes ela não compreendia como sua mãe podia ser tão egoísta e insensível, mas ainda assim Anna se preocupava com ela. Os dons que Anna possuía a assustava e por isso ela nunca os expôs, principalmente agora que eles estavam ficando mais fortes e ela passou a ter algumas visões nada agradáveis sobre ela e sua mãe. Anna começa a entender seus dons quando decide aceitar a ajuda de Cole.
Não sei bem quando me dei conta de que ela não era como as outras mães. É difícil saber o que é normal quando você viaja o tempo todo. Mas, quando eu tinha nove anos passamos tempo bastante em Seattle para eu fazer uma amiga. A mãe de Lizzie não passava as noites se apresentando ou indo jantar com estranhos. Em vez disso, ela ficava em casa e fazia uma comida deliciosa. Estava sempre abraçando os filhos e tinha uma risada sonora, afetuosa.
Minha mãe, com seu humor volúvel e língua afiada, era e ainda é, aterrorizante.
Cole é um rapaz lindo e cheio de mistérios e segredos que mora no andar a baixo ao de Anna, ele veio da Europa e revela a Anna fazer parte de uma organização que lida e ajuda pessoas com o mesmos poderes que ela.
— Sou uma ilusionista, Cole — murmuro. — Minha mãe é que é uma médium.
Agora, temos que ir para junto dos outros. Dou as costas para me dirigir à sala, mas, antes que possa dar um passo, Cole se inclina às minhas costas, quase encostando em mim.
— Preciso que você me dê um voto de confiança Anna. Por favor.
Marguerite a mãe de Anna é uma verdadeira incógnita, por mais que nós tenhamos uma ideia quanto a ela, fica bem claro que a vemos pelos olhos de Anna e não sabemos o que ela pensa e por que ela age da forma que age.

O personagem que me agradou muito no livro foi Harry Houdini, mesmo fazendo a mínima participação no livro, ao menos pessoalmente, ele consegue ser interessante em todas as suas aparições. Já personagem que não fui com a cara desde quando apareceu foi o Owen ele sempre me pareceu perfeito demais e galante demais, ou talvez eu estivesse torcendo por Cole hahaha.

Eu criei uma grande expectativa por esse livro, afinal todos falaram tão bem dele e sua premissa era boa. Eu gostei do livro, ele tem personagens bem construídos, os detalhes são maravilhosos principalmente por ele se passar em 1920, mas o início da leitura é cansativa, sinto que a autora enrola um pouco e nos envolve demais nos dramas de Anna, para que então possa acontecer toda a ação, isso sem contar o tamanho das letras do livro que são muito pequenas e tornando ainda mais maçante a leitura, mas quando a ação começa, você não consegue largar o livro. Não tenho que negar que o livro é um trabalho muito bom, tratando de forma honesta o sobrenatural, sem contar no trabalho maravilhoso que a Valentina fez com a capa (mas bonita que a original) e todos os detalhes encontrados na parte interna do livro, não encontrei nenhum erro ortográfico, mas ainda assim ressalto que a fonte do livro é muito pequena.

Filha da Ilusão é um ótimo livro mesmo com seus pros e contras, adorei a leitura eu mal posso esperar para saber quais novas surpresas estão preparadas para Anna Van Housen, nossa protagonista sobrenatural.

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