15 de outubro de 2015

Resenha: One Man Guy - Michael Barakiva

Título: One Man Guy (One Man Guy)
Autor: Michael Barakiva
Editora: Leya
Ano: 2015
Páginas: 272
Ethan é tudo o que Alek gostaria de ser: confiante, livre e irreverente. Apesar de estudarem na mesma escola, os dois garotos pertencem a mundos diferentes. Enquanto Ethan é descolado e tem vários amigos, Alek tem apenas uma, Becky, e convive intensamente com sua família e a comunidade armênia.
Mesmo com tantas diferenças, os destinos de Ethan e Alek se cruzam ao precisarem frequentar um mesmo curso de férias. Quando Ethan convence Alek a matar aula e ir a um show de Rufus Wainwright no Central Park, em Nova York, Alek embarca em sua primeira aventura fora de sua existência no subúrbio de Nova Jersey e da proteção de sua família.
E ele não consegue acreditar que um cara tão legal quer ser seu amigo. Ou, talvez, mais do que isso.
One Man Guy é uma história romântica, comovente e engraçada sobre o que acontece quando as pessoas saem de suas zonas de conforto e ajudam o outro a ver o mundo (e a si mesmo) como nunca viram antes.
Eu encontrei esse livro no Goodreads e adorei a premissa dele, por que definitivamente amo literatura LGBT, ela já se tornou meu tipo de leitura preferida, acho que é identificação, e claro que ao ver o livro no Goodreads e gostar da sinopse eu fiquei louco para ler e para minha grande surpresa o livro já havia sido lançado aqui no Brasil pela editora Leya, mas como o título não foi mudado eu sempre pensava que era a versão em inglês quando via em algum site. Mas eu estava me evitando as compras, porém tive a sorte de ganhar o livro do meu amigo Lucas <3.

Alek saiu para jantar fora com sua família, isso não é nada a normal, mas para Alek é por dois motivos, primeiro sua família descende de Armênios e eles são sempre muito criteriosos e tradicionais e uma simples ida a um restaurante pode ser um tremendo pesadelo, principalmente quando sua mãe não para de importunar a garçonete com perguntas que ninguém nunca faz e segundo, os pais dele o levaram para um restaurante que ele vinha implorando para irem a meses, ele tinha certeza que vinha bomba pela frente.
— Pois bem, Alek, sua mãe e eu precisamos conversar com você sobre um assunto — o pai começou a falar.
— Eu sei — respondeu Alek. — E sei que deve ser algo ruim, pois estou implorando para vocês me trazerem aqui há meses.
Ele mergulhou o pão no azeite.
— Sabe, eles podem estar fazendo uma coisa legal — Nik interrompeu. Alek conseguiu ouvir o Não que você mereça implícito nas palavras do irmão.
— Bom, então falem logo e vamos acabar com isso — disse Alek.
— Você vai fazer um curso de verão! — anunciou a mãe, como se ele tivesse acabado de ganhar um prêmio. 
E assim como Alek imaginava logo os seus pais jogaram a bomba em seu colo, os pais dele decidiram que ele iria fazer um curso de verão para que ele pudesse aumentar suas notas em inglês e matemática e assim poder frequentar a turma especial no ano seguinte, Alek não ficou nem um pouco feliz ou satisfeito com tal noticia, pois ele acabaria perdendo o acampamento de tênis e ainda teria que ir para a escola, nas férias, mas o pior ainda estava por vir, Alek iria frequentar o curso de verão enquanto sua família viaja para as Cataratas do Niagra. Mas ao menos ele conseguiu a permissão de ficar sozinho em casa, mesmo sob todas as ressalvas.

Alek nunca teve muito amigos, principalmente depois que não pode mais participar do time de tênis da escola, mas ele tinha Becky, e ele a adorava por que era simplesmente muita fácil estar perto dela e ela o fazia se sentir normal, mas ela não estaria com ele na escola. Mas Ethan estava lá, ele que era um dos caras mais populares da escola era difícil não sentir o magnetismo dele depois de uma serie de acontecimentos o improvável acontece Ethan e Alek começam a se falar. Um dia antes de ir para a aula Alek foi ver a estação de trem, ele tem fascínio pelos trens pois os mesmo vão para Nova York, cidade que ele é completamente apaixonado mas se depender de seus pais rigorosos vai demorar muito para que ele possa ir a cidade sozinho, mas ele vê Ethan que chama por ele parado na estação, ele vai até o amigo que diz estar indo para NY, Alek se retrai pois não quer perder aula, mas Ethan acaba arrastando ele trem adentro e nesse momento Alek toma uma decisão que mudará sua vida por completo.
— Isto é sequestro! Não consigo acreditar! — exclamou Alek.
— É para o seu próprio bem.
— Mas eu nem tenho passagem. E como vou voltar a tempo para a aula?
— Você quer mesmo voltar? — perguntou Ethan, se inclinando para frente, desafiando Alek com o olhar.
— Não é questão de querer, Ethan. Eu tenho de voltar — insistiu Alek.
— Alek, meu jovem, em certo ponto da vida, você vai aprender que tem uma diferença entre o que você tem de fazer e o que quer fazer. E, quanto mais cedo começar a escolher o que quer em vez de o que tem de fazer, mais feliz você vai ser.
Alek é uma pessoa contida e geralmente reservada, herança da criação que teve e ele se conforma completamente com a vida do jeito que ela é, ainda que se aborreça as vezes com tradicionalidade de sua família ele tem orgulho de vir de onde veio. O mundo de Alek ganha um pouco de cor todas as vezes em que está na companhia de Becky, mas foi com a chegada de Ethan em sua vida que Alek viu o seu mundo em cores, cores que ele nunca imaginou conhecer, o desenvolvimento de Alek é palpável a partir do momento que Ethan entra em sua vida.

Ethan é aquele personagem que inicialmente é um ser imortalizado, lindo, popular e descolado, mas a partir do momento que ele passa a conviver com Alek podemos conhecer melhor ele e ele é definitivamente uma grande surpresa no livro, ele é gentil, carinhoso, engraçado e que sempre tem uma surpresa guardada para te surpreender.

Becky é a melhor amiga e porto seguro de Alek, ela é louca por patins, engraçadíssima e adora filmes de época e e refrigerante Dr. Pepper, ela sempre está lá para Alek e gosta de se manter informada, ela faz de tudo para poder ajudar o amigo.
Alek amava a companhia de Becky porque era fácil estar com ela. Eles passaram quase todo os finais de semana do nono ano assim. Depois de assistir um filme, eles discutiam o que gostaram e não gostaram ou só ficavam de farra.
Às vezes, ficavam sentados em um silencio confortável bebendo Dr. Pepper diet.
Os pais de Alek como disse descendem de famílias Armênias e por isso são tão tradicionais e cri cri, mas eles amam seus filhos a cima de tudo e o que eles fazem é sempre pensando no melhor para eles, ainda que seja um pouco estranho. Acredito que os pais de Alek foram os que mais me surpreenderam em toda a história.

Gente mas que livro maravilhoso, queria gritar para os quatro ventos, vocês tem que ler esse livro!! A história começa bem morninha, mas Alek logo te conquista e antes mesmo da metade do livro você já está fascinado pela leitura. Gostei muito do livro pois acabei sabendo sobre coisas que nem tinha noção como o genocídio armênio na Turquia (nunca fui lá grande coisa em história não me julguem), todo sobrenome Americano terminado em "Ian" é descente de Armênios, sim as Kardashians são armênias. Mas fora isso as história me encantou, o seu desenvolvimento é simplesmente perfeito, os personagens são interessantes e muito bem trabalhados e esse foi apenas o primeiro livro de autor.

One Man Guy foi uma leitura bem melhor do que esperava, o envolvimento e romance de Ethan e Alek acontece de forma tão natural que é impossível não ficar torcendo pelos dois, além disso o livro é muito envolvente e os personagens são marcantes. A capa do livro é simples mas a achei muito bonita, a diagramação do livro é boa, não encontrei nenhum problema de revisão e a fonte tem um bom tamanho para leitura.

Classificando:

8 comentários:

  1. Alisson, One Man Guy não me interessou muito por sua premissa, não costumo ler livros do gênero. Mas, as características dos jovens foram descritas de forma fascinante. Enquanto um é bem mais reservado, o popular da escola se mostra gentil e a amiga da história demonstra bastante atenção. Não posso negar que me surpreendi com as verdadeiras qualidades de Ethan, mas minha personagem favorita mesmo foi a Becky.

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  2. Oi Alisson, tudo bom?
    Olha que eu fico com medo desse livro, simplesmente por me lembrar MUITO Aristoteles e Dante. O que me pegou foi a premissa de "o popular se apaixona pelo reservado", pois ai, tenho história pra contar nesse meio.
    Abraço

    http://penelopeetelemaco.blogspot.com.br/

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    1. Telemaco! Eu adorei o livro!! Mas por mais maravilhoso que seja, ele não consegue bater de frente com Ari e Dante, a história de Ari e Dante tem uma perfeição e poesia divina!! Já One Man Guy é um livro fantástico, mas não há toda a a emoção e intensidade de Ari e Dante.


      Xo

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  3. Oi, Alisson
    Eu nunca ouvi falar nesse livro, mas olhando assim, parece uma versão internacional mesmo.
    Você gostou mesmo do livro hein! Talvez o fato de você já amar a temática, tenha ajudado ainda mais. Quem sabe um dia eu leia. Ótima dica!

    livrosvamosdevoralos.blogspot.com.br

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  4. Já tinha visto esse livro em alguns sites, mas nunca me interessei em ler nada sobre ele. Depois de ler sua resenha, vi que o livro aparenta ser ótimo, principalmente por conta dos seus comentários hahah A vontade de querer lê-lo aumentou ao ver que o protagonista aparenta ser bem cativante. Adorei a resenha!

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  5. Quando este livro foi publicado vi muito dele por aí, mas não tinha lido nenhuma resenha. Como todas as histórias relacionadas ao gênero, este livro me pareceu ser envolvente. Fiquei curiosa para acompanhar a descoberta de Alek e o desenvolvimento da relação entre ele e Ethan. Gostei da resenha e da dica.
    Abraço!

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  6. Bom, apesar dos seus comentários positivos em relação a historia desse livro, não me interessei muito por ele, pois não é muito meu estilo de leitura e não me chamou a atenção, mas sua resenha está muito boa.

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  7. O que mais me interessa no livro é as aventuras que ele aparenta ter. Definitivamente aventura é um dos fatores preferidos que eu olho em um livro. E também gosto de assuntos atuais sendo abordados em livros

    Beijos

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