13 de dezembro de 2016

Resenha: O Primeiro Dia do Resto da Nossa Vida - Kate Eberlen

Título: O Primeiro Dia do Resto da Nossa Vida (Miss You)
Autor: Kate Eberlen
Editora: Arqueiro
Ano: 2016
Páginas: 432
Livro cedido pela editora para leitura
Tess e Gus foram feitos um para o outro. Só que eles não se encontraram ainda.
E pode ser que nunca se encontrem... Tess sonha em ir para a universidade. Gus mal pode esperar para fugir do controle da família e descobrir sozinho o que realmente quer ser. Por um dia, nas férias, os caminhos desses dois jovens de 18 anos se cruzam antes que os dois retornem para casa e vejam que a vida nem sempre acontece como o planejado.
Ao longo dos dezesseis anos seguintes, traçando rumos diferentes, cada um vai descobrir os prazeres da juventude, enfrentar problemas familiares e encarar as dificuldades da vida adulta. Separados pela distância e pelo destino, tudo indica que é impossível que um dia eles se conheçam de verdade... ou será que não?
O Primeiro Dia do Resto da Nossa Vida narra duas trajetórias que se entrelaçam sem de fato se tocarem, fazendo o leitor se divertir, se emocionar e torcer o tempo todo por um encontro que pode nunca acontecer.

Eu sempre sou conquistado por capas, não foi muito diferente com a capa desse livro, que me remeteu aos livros da Jojo Moyes e os da Dani Atkins assim que vi eu fiquei louco para ler e claro que nem pestanejei em solicitar ele para a Arqueiro e poder descobrir o que a história tinha a me dizer.

O cenário era Florença, Itália, Tess passava lá as férias com sua amiga Doll enquanto esperava ansiosamente pelos resultados que diriam o que o futuro esperava para ela, se ela conseguiria ou não uma vaga na universidade. Em contrapartida Gus está lá de férias com seus pais, e se pudesse estaria em qualquer lugar no mundo, mas longe deles se fosse possível, é assim que ele se sente diante da presença dos pais após a morte do irmão. 
Se essas férias eram uma tentativa de superar a morte do meu irmão, não foram muito bem-sucedidas. A última vez que que tínhamos viajado durante as férias, Ross estava conosco. Férias de inverno, muito diferente do calor pegajoso de Florença, mas ainda assim férias em família. Quando alguém pensa em férias, sempre lembra das paisagens e do clima, mas, de alguma forma, sempre es esquece do confinamento de estar junto, refeição após refeição. Ross costumava dominar a conversa, brincando com meu pai e tirando sarro da minha cara enquanto minha mãe o observava com admiração. Agora, sua ausência fazia com que ele parecesse quase mais presente.
O primeiro encontro de Gus e Tess acontece numa igreja, mas eles não dão importância a presença um do outro e logo se separam. Tess recebe a notícia de que conseguiu alcançar a média necessária para entrar na universidade, assim como Gus também recebe a notícia de que poderá fazer o curso que seus pais tanto sonham que ele curse, medicina.
— Hope vai ler os resultados para você — disse ela.
— Mãe! — Reclamei.
Mas era tarde demais. Minha irmãzinha Hope já estava na linha.
— Ler os resultados para você — repetiu ela.
— Então leia.
— A, B, C... —devagar, como se estivesse treinando o alfabeto.
— Isso não é maravilhoso? — perguntou minha mãe.
— O quê?
— Você tirou A em inglês, B em história da arte e C em religião e filosofia.
— É sério?
Tinham me oferecido uma vaga na University College London com a condição de que eu tirasse dois Bs e um C, então era mais do que eu precisava.
Mas as coisas não são bem como se quer e logo que chega em casa Tess descobre isso, ao receber uma notícia que a deixará completamente desestruturada e impossibilitada de ir a universidade, enquanto isso Gus segue para a universidade para um curso que não quer fazer. E ao longo de 16 anos pode-se ver os desafios enfrentados pelos personagens até o momento em que eles voltam a se encontrar.

O livro sem dúvidas é forte, repleto de altos e baixos dos protagonistas, mostrando que a vida é uma caixinha de surpresa e as coisas nem sempre saem como planejamos. Fiquei bem pesaroso durante todo o livro quanto a Tess ela sem dúvidas enfrenta grandes desafios durante a história, enquanto tive um pouco de raiva de Gus que tomava várias decisões erradas e sempre acabava quebrando a cara, mas como julgar? Errar é humano e Tess e Gus foram os personagens mais humanizados que conheci em 2016.

Gostei do livro por que a autora soube mostrar como a vida parece tecer perfeitamente o que acontece conosco, como as coisas acontecem nem momento que vem acontecer. A leitura é fluida, e os saltos dos anos não atrapalha o entendimento da história.

Eu não amei O Primeiro Dia do Resto da Nossa Vida, mas sem dúvidas o livro me promoveu uma boa leitura, principalmente por se mostrar tão real e tão palpável ao que vemos no dia a dia. Como disse amei a capa, não encontrei nenhum problema de revisão, a diagramação do livro é boa e a fonte tem um tamanho agradável a leitura.

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