18 de setembro de 2017

Resenha: Menino de Ouro - Abigail Tarttelin

Título: Menino de Ouro (Golden Boy)
Autor: Abigail Tarttelin
Editora: Globo Livros
Ano: 2013
Páginas: 384
A família de Max não permitiria nenhum desvio na imagem perfeita que havia construído. Karen, a mãe, é uma advogada renomada, determinada a manter a fachada de boa mãe, esposa e profissional. Steve, o pai, é o exemplo do chefe de família presente em sua comunidade, favorito a um importante cargo público. O ponto fora da curva é Daniel, o caçula, que, para os padrões da família Walker, é “estranho”: não é carinhoso, inteligente ou perfeito como Max. Melhor aluno da escola, capitão do time de futebol, atlético, simpático, sucesso entre as garotas: Max, o primogênito, é o menino de ouro. Ninguém poderia dizer que sua vida não é perfeitamente normal. Ninguém poderia dizer que Max esconde um segredo. Ele é diferente, especial. Max é intersexual: nasceu com os dois conjuntos de cromossomos, XX e XY e, portanto, é menino e menina. Ou nenhum dos dois. É a partir do olhar de cada pessoa que orbita a vida de Max que a autora Abigail Tarttelin compõe a sua narrativa em Menino de Ouro. Cada uma das personagens esboça seu dia a dia, suas inseguranças e conquistas, e, principalmente, seu relacionamento com Max. Apesar da dimensão de seu segredo, Max parece à vontade com sua vida. Seus questionamentos sobre sexo, relacionamentos e até sobre rejeição são tantos quanto um adolescente de 15 anos poderia ter. O cenário muda drasticamente quando Hunter, seu melhor amigo desde a infância, volta do passado e abusa de sua confiança da pior maneira que poderia.
Eu sempre fui louco para ler esse livro, a sinopse dele já te deixa suspirando de vontade, rsrs, porém sempre empurrei com a barriga a compra do livro, ou sempre esquecia, até que enfim eu consegui trocá-lo no Skoob, mas ainda assim, demorei um bocado para enfim iniciar a leitura do mesmo, e acredito que só a fiz devido ao tema do Clube do Livro.

Max é o filho que todos os pais gostariam de ter, inteligente, educado, popular e alegre, ele é basicamente perfeito. Porém, Max tem um pequeno segredo, ele é intersexual, mas isso não é de grande importância para ele ou para sua família, bom, na verdade eles não pesam muito sobre isso, evitam a todo custo tocar no assunto, principalmente quando Max demonstra lidar tão bem com a condição dele .
Meu irmão só tira dez na escola e, geralmente, ele é legal com todo mundo. Ele é do time de futebol municipal que treina e joga na escola, e o título de capitão do time é alterado entre os três melhores jogadores, ele e seus dois grandes amigos — a cada três meses, então, ele é capitão da equipe. As pessoas gostam dele porque é justo e sempre grita o nome dos outros jogadores para dar apoio, bate palmas quando acertam e, se eles ganham por causa do gol de alguém, sempre faz questão de que essa pessoas segure o troféu na foto para o jornal.
A família de Max tem um imagem impecável dentro da comunidade em que vivem, sua mãe Karen e seu pai Steve são importantes e renomados advogados a serviço da coroa britânica, mas é Daniel que mostra que nem tudo é perfeito, vivendo a sombra do irmão ele é um pouco rebelde e não consegue segura seus ânimos, mas fora isso tudo corre muito bem na família.
Eu não fumo maconha. Eu não poderia, mesmo que quisesse, por causa do meu pai e da minha mãe. Eles precisam que eu fique longe de confusões, que seja bom. Eles são advogados, dão duro e aparecem muito no jornal. Fazer parte da minha família é algo que vem com certa pressão. As pessoas escreveriam sobre nós se eu fizesse algo assim. Minha mãe e eu chamamos de "dar uma de Príncipe Harry"
Mas as coisas que andavam tão na linha começam a mudar quando Max acaba sofre o mais inesperado golpe de uma pessoa que ele sempre amou, a partir desse momento Max vai tentando conviver com os resultados dos últimos acontecimentos de sua vida e com todos os problemas que ele trouxe, assim, ele inicia a questionar sua vida coo um todo.

Gente, mas que livro é esse? Já nos primeiros capítulos, nós já levamos baque, que me deixou completamente desolado, mas se você pensa que para aí, está muito enganado, o livro é repleto de outros baques, que deixam a gente cada vez mais pesarosos pelo que o protagonista passa. A história ainda que impactante é fluída, e tem ponto de vista de vários personagens, e isso não atrapalha o andamento da história para mim, na verdade só ajuda a desenvolver melhor os personagens e claro saber o posicionamento de cada um sobre toda a problemática da história.

Max é aquele tipo de personagem que agente ama incondicionalmente e sofre ao ver a forma como a vida dele vira de cabeça para baixo, mostrando como uma pessoa pode destruir a vida de outra com um simples ato mal pensado, os pais de Max são um completo inverso um do outro, eu sinceramente tive muita raiva da mãe dele, mas entendo as atitudes dela, já o pai que me agradou mais, também não é perfeito, ele tem seus defeitos e tem também culpa em toda a situação que a família passa.

Menino de Ouro me deixou complemente sem chão, esperava que o livro fosse ser bom, mas não tão impactante, bem construído e maravilhoso como ele é, sem dúvidas um dos melhores livros desse ano, e uma recomendação a todo mundo que queira ao menos imaginar um pouco como é a vida de uma pessoa intersexual. Eu sinceramente não gosto muito da capa, a diagramação do livro é boa, não encontrei nenhum problema de revisão e a fonte é agradável a leitura.

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